quarta-feira, 4 de novembro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Rip Will Olson
Ao longo dos anos, meu estilo de mountain bike já passou por todas as fases, cross crountry competição ( amador ), trail ride ( década de 90 com nossas suspensões de 50mm ), downhill ( ainda naquele modelo kamikase downhill ), all mountain e enduro.
Mais precisamente nas modalidades, como os gringos gostam de chamar, gravity ride, o risco de acidente e lesões são constantes.
Confesso que nos dias de hoje, com meus 37 anos, não tenho mais a coragem nem a disposição de outros tempos. O instinto de preservação esta cada vez mais forte.
Sempre alerto meus amigos de pedal, aqueles super animados com as descidas técnicas e difíceis, que ainda não tomaram aquele capote sinistro, de ficar de molho alguns meses ( quem já passou por isso sabe do que estou falando ), cuidado, o mtb machuca, e pode machucar muito.
O nível dos profissionais esta cada dia mais alto, a tecnologia empregada nas bikes nos permite expandir nossos limites, e muitas vezes não administramos isso da forma correta.
Fabien Barel sofreu um acidente e ficou quase 1 ano afastado, com uma lesão grave da coluna cervical, que quase lhe deixou com sequelas permanentes, e que, esse ano, lhe obrigou a parar com as competições, visto os risco de lesão retornar em função do esforço exigido pela modalidade.
O EWS teve sua primeira vítima fatal, um piloto experiente, Will Olson, que andava forte, a muitos anos, cometeu um erro, e com isso perdeu a vida.
Lembre-se, pratique o MTB como fonte de saúde, adrenalina e diversão. Com o foco e a clareza de mensurar as consequências dessa ou daquela descida.
Mais precisamente nas modalidades, como os gringos gostam de chamar, gravity ride, o risco de acidente e lesões são constantes.
Confesso que nos dias de hoje, com meus 37 anos, não tenho mais a coragem nem a disposição de outros tempos. O instinto de preservação esta cada vez mais forte.
Sempre alerto meus amigos de pedal, aqueles super animados com as descidas técnicas e difíceis, que ainda não tomaram aquele capote sinistro, de ficar de molho alguns meses ( quem já passou por isso sabe do que estou falando ), cuidado, o mtb machuca, e pode machucar muito.
O nível dos profissionais esta cada dia mais alto, a tecnologia empregada nas bikes nos permite expandir nossos limites, e muitas vezes não administramos isso da forma correta.
Fabien Barel sofreu um acidente e ficou quase 1 ano afastado, com uma lesão grave da coluna cervical, que quase lhe deixou com sequelas permanentes, e que, esse ano, lhe obrigou a parar com as competições, visto os risco de lesão retornar em função do esforço exigido pela modalidade.
O EWS teve sua primeira vítima fatal, um piloto experiente, Will Olson, que andava forte, a muitos anos, cometeu um erro, e com isso perdeu a vida.
Lembre-se, pratique o MTB como fonte de saúde, adrenalina e diversão. Com o foco e a clareza de mensurar as consequências dessa ou daquela descida.
Supere-se, mas tenha como primeira opção a sua integridade física.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Afinal.. O que é Enduro?
Afinal.. O que é Enduro?
Nos últimos dois anos quem curte bike, e não fica bitolado nessa ou naquela modalidade do esporte, já ouviu e viu muita coisa sobre Enduro.
Para algumas pessoas essa palavra ainda não tem um sentindo claro, então vamos lá.
O Enduro é uma modalidade do mountain bike que consiste em uma competição que é formada pois dois tipos de percurso em uma mesma prova: os deslocamentos e as especiais.
O deslocamento é o trajeto feito de forma livre, que não influencia no resultado final da prova, que tem um tempo limite de conclusão e liga uma especial a outra, na grande maioria das vezes o deslocamento é o percurso que o atleta tem que completar para chegar no alto da montanha onde estão os portões de largada das especiais. Em alguns casos bem atípicos, como por exemplo em uma montanha muito grande que inviabilizaria os competidores de subirem pedalando, é usado algum tipo de transporte. Mas são em raríssimos casos. Ai você me pergunta, mas o que é especial?
Especial são os trajetos em downhill ( descida ingrime ) que são cronometrados, um modelo parecido com o que é feito nas tradicionais provas de downhill ( provas em que só há descidas e os competidores sobem as montanhas usando algum tipo de transporte ).
O vencedor é o atleta que consegue na somatória dos tempos de todas as especiais da prova, somar o menor tempo.
Essa modalidade ganhou expressão e muitos fãs, depois que muitos atletas de elite do downhill, como Fabien Barel, Jared Graves e Anne Caroline Chausson migraram das competições de downhill tradicionais para o Enduro. Com isso a mídia especializada passou a acompanhar o campeonato mundial, o Enduro World Series e divulgar essa modalidade que em minha opinião é a essência do mountain biking.
Talvez o Enduro tenha sido o berço do mountain bike, lá nos anos 70 com Gary Fischer, Tom Ritchey, Joe Breeze e alguns outros malucos que com suas cruiser subiam as montanhas californianas para depois descerem usando a gravidade como força motriz.
O Enduro esta em alta, por ser completo, por ser divertido e por traduzir a essência do MTB.
Nos últimos dois anos quem curte bike, e não fica bitolado nessa ou naquela modalidade do esporte, já ouviu e viu muita coisa sobre Enduro.
Para algumas pessoas essa palavra ainda não tem um sentindo claro, então vamos lá.
O Enduro é uma modalidade do mountain bike que consiste em uma competição que é formada pois dois tipos de percurso em uma mesma prova: os deslocamentos e as especiais.
O deslocamento é o trajeto feito de forma livre, que não influencia no resultado final da prova, que tem um tempo limite de conclusão e liga uma especial a outra, na grande maioria das vezes o deslocamento é o percurso que o atleta tem que completar para chegar no alto da montanha onde estão os portões de largada das especiais. Em alguns casos bem atípicos, como por exemplo em uma montanha muito grande que inviabilizaria os competidores de subirem pedalando, é usado algum tipo de transporte. Mas são em raríssimos casos. Ai você me pergunta, mas o que é especial?
Especial são os trajetos em downhill ( descida ingrime ) que são cronometrados, um modelo parecido com o que é feito nas tradicionais provas de downhill ( provas em que só há descidas e os competidores sobem as montanhas usando algum tipo de transporte ).
O vencedor é o atleta que consegue na somatória dos tempos de todas as especiais da prova, somar o menor tempo.
Essa modalidade ganhou expressão e muitos fãs, depois que muitos atletas de elite do downhill, como Fabien Barel, Jared Graves e Anne Caroline Chausson migraram das competições de downhill tradicionais para o Enduro. Com isso a mídia especializada passou a acompanhar o campeonato mundial, o Enduro World Series e divulgar essa modalidade que em minha opinião é a essência do mountain biking.
Talvez o Enduro tenha sido o berço do mountain bike, lá nos anos 70 com Gary Fischer, Tom Ritchey, Joe Breeze e alguns outros malucos que com suas cruiser subiam as montanhas californianas para depois descerem usando a gravidade como força motriz.
O Enduro esta em alta, por ser completo, por ser divertido e por traduzir a essência do MTB.
terça-feira, 28 de julho de 2015
HeadTube Angle ..ou.. Angulo da Caixa de Direção.
Como o Angulo da Caixa de Direção pode influenciar na sua pilotagem, independente de qual modalidade do MTB você for seguidor?
Bom a geometria das bikes nos últimos anos tem evoluído a passos largos, graças principalmente em função da tecnologia empregada no desenho e engenharia de quadros. Softwares extremamente sofisticados, permitem aos engenheiros simularem o comportamento das bikes antes mesmo de ser construído um protótipo. Mais recentemente com o advento da impressora 3D esse processo ficou ainda mais preciso.
Nas bikes de AM e Enduro, podemos dizer que os ângulos das caixas de direção mais empregados no mercado vão de 65 a 67, dependendo da marca e curso empregado na geometria da bike.
Mas você sabe o que realmente o ângulo da caixa de direção afeta seu pedal?
Aqui vou fazer um breve explicação do que você pode prever sobre o comportamento de uma bike tendo essa informação em mãos, seja para a compra de uma nova bike ou simplesmente ajuste de geometria de sua bike, tecnologia empregada na grande maioria das bike destinadas para AM e Enduro que permite ajustes na própria bike com esse fim, como por exemplo a SCOTT que usa um sistema de ajuste de altura do movimento central que altera essa medida em 7mm e consequentemente em 0,5º o angulo da caixa de direção.
Bike com o ângulos mais alto como 68,5º por exemplo, a bike tende a ser mais arisca, mas propensa a respostas rápidas em curvas e responder de forma mais rápida a aceleração empregada pelo biker, isso porque com esse angulo a distancia entre eixos é menor. Esse angulo geralmente é empregado em bikes para trail, sendo que para bikes de cross crountry race podemos encontrar ângulos de 69º ( lembrando que a pequenas alterações conforme a marca ).
No mundo das Enduros temos angulos mais agudos, pois para estas bikes a estabilidade é importante devido aos obstáculos presente nas trilhas como pedras e raízes. 66,5º ou 66,8º fornecem uma distância entre eixos maior, o que permite maior distribuição dos impactos recebidos, tornando a pilotagem mais fluída e segura.
Quanto menor a angulo da caixa de direção, mais agressiva a bike se torna nas trilhas porque ela distribui melhor o impacto, dando margem ao piloto para soltar mais os freios e tirar mais alguns segundos do seu tempo de descida. Bikes de DownHill apresentam ângulos de 62º ou 63º, justamente porque seu objetivo é ter a maior estabilidade possível.
Nas bikes de AM e Enduro, podemos dizer que os ângulos das caixas de direção mais empregados no mercado vão de 65 a 67, dependendo da marca e curso empregado na geometria da bike.
Mas você sabe o que realmente o ângulo da caixa de direção afeta seu pedal?
Aqui vou fazer um breve explicação do que você pode prever sobre o comportamento de uma bike tendo essa informação em mãos, seja para a compra de uma nova bike ou simplesmente ajuste de geometria de sua bike, tecnologia empregada na grande maioria das bike destinadas para AM e Enduro que permite ajustes na própria bike com esse fim, como por exemplo a SCOTT que usa um sistema de ajuste de altura do movimento central que altera essa medida em 7mm e consequentemente em 0,5º o angulo da caixa de direção.
Bike com o ângulos mais alto como 68,5º por exemplo, a bike tende a ser mais arisca, mas propensa a respostas rápidas em curvas e responder de forma mais rápida a aceleração empregada pelo biker, isso porque com esse angulo a distancia entre eixos é menor. Esse angulo geralmente é empregado em bikes para trail, sendo que para bikes de cross crountry race podemos encontrar ângulos de 69º ( lembrando que a pequenas alterações conforme a marca ).
No mundo das Enduros temos angulos mais agudos, pois para estas bikes a estabilidade é importante devido aos obstáculos presente nas trilhas como pedras e raízes. 66,5º ou 66,8º fornecem uma distância entre eixos maior, o que permite maior distribuição dos impactos recebidos, tornando a pilotagem mais fluída e segura.
Quanto menor a angulo da caixa de direção, mais agressiva a bike se torna nas trilhas porque ela distribui melhor o impacto, dando margem ao piloto para soltar mais os freios e tirar mais alguns segundos do seu tempo de descida. Bikes de DownHill apresentam ângulos de 62º ou 63º, justamente porque seu objetivo é ter a maior estabilidade possível.
Então lembre-se, ao comprar uma bike ou alterar a geometria de sua bike ( caso ela tenha essa opção ), é esse o princípio aplicado.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Cubos... O que você precisa saber.
Um dos maiores mitos relacionados a peso que persegue bikers mundo a fora são os cubos. Quando se fala em peso, todos associam uma significativa responsabilidade aos cubos a favor ou contra.
Nem sempre tirar um cubo intermediário para colocar um cubo de topo de linha é sinal de perda significativa de peso. Em geral a diferença de peso entre esses dois níveis não é tão significativa.
Os cubos tem um relevância muito maior para os bikers que vai além do peso que é a rolagem e durabilidade.
Vou fazer aqui uma comparação real, que tive no meu cenário.
Comprei uma Scott Spark 730 e essa bike originalmente vem com cubos SHIMANO DEORE ( imagem 01 ) com o sistema de prender os discos de freios center lock, um padrão usado pela shimano. Confesso que assim que sai da loja já disse para mim mesmo, em voz alta, primeiro upgrade dessa bike vão ser os cubos. Como já tinha em casa um par de cubos, os aclamados HOPE PRO II EVO, e não é atoa, para mim seria somente o trabalho de enraiar as rodas novamente. O tempo foi passando e os cubos DEORE foram ficando na bike, e percebi que a rolagem dos cubos é muito boa.
Os cubos shimano usam colar de bilha ( imagem 02 ) que pra mim nunca foi algo muito bom porque a grande desvantagem desse sistema é a manutenção, pois as calhas onde as esferas atuam com o tempo se desgastam e a troca requer uma prensa para tirar e colocar novas calhas de rolagem. Mas olhe um pouco de minha incoerência, usei vários cubos de colar de bilhas, inclusive um par dos famosos parallax ( imagem 03 ) e nunca tive tal problema, mas sei na teoria que isso pode acontecer.
Outro fator é a precisão que precisamos ter para montar o cubo após a revisão. Para estes cubos há um torque preciso, que dificilmente esse ou aquele mecânico conseguirá colocar novamente. Baixo torque vai permitir folga no sistema, um torque exagerado pode aumentar o atrito entre as partes, acelerando o desgaste e prejudicando a rolagem da bike. Ponto negativo a meu ver.
Falando agora dos cubos HOPE ( imagem 04 ), esses cubos trabalham com rolamentos selados. O benefício dos rolamentos são a durabilidade e a facilidade de manutenção. Vale ressaltar que estes modelos de cubo permitem um upgrade muito bacana que é a instalação de rolamentos de cerâmica ( imagem 05 ). Rolamentos de cerâmica possuem maior precisão, maior durabilidade e menor peso. Um desejo antigo que ainda vai se concretizar, pois os preços não são nada amigáveis.
Quanto a facilidade de manutenção, o rolamentos podem ser trocados sem dificuldade pelo seu mecânico de confiança e adquiridos em lojas especializadas ou na internet.
Tendo esses dois cubos em mãos, optei por permanecer os cubos DEORE por um motivo. Quando pesquise o peso dos cubos, ainda não tenho uma balança de precisão para catalogar os pesos, falha minha, mas vamos lá, descobri que a perda de peso com a instalação dos cubos hope seria aproximadamente 100g, o que sabemos que para o esporte pode ser considerado por muitos uma baita diferença, mas pra mim que pedalo de forma recreativa não pesou tanto. Além disso minhas rodas são montadas de fábrica, com a pressão dos raios precisa e totalmente equilibrada, tanto que me impressiono até hoje com a rigidez e durabilidade de meu conjunto de rodas ( aros syncros, cubos deore e raios DT SWISS ). Por isso optei por não alterar. Aquela história, em time que está ganhando não se mexe.
Nos cubos traseiros ainda temos uma terceira parte, os freehub ( imagem 06 ) que é a peça onde o cassete é montado que transfere a força da pedalada para a roda traseira. Não são raros os casos em que esse freehub quebra e o biker fica literalmente a deriva no pedal. Quem já teve o problema sabe a chateação que é. Existem alguns padrões diferentes de freehub, e caso você precise trocar o seu é preciso saber o padrão correto para não ter problemas na instalação ( imagem 07 ). Acredito pessoalmente que não um freehub melhor ou pior, temos pequenas diferenças no peso, são peças que se desgastam e precisam de manutenção e limpeza periódicos para estarem sempre afinados.
Uma novidade que esta aos poucos chegando nas bikes topo de linha, de forma ainda muito tímida devido ao alto custo, são os cubos com chassi em carbono ( imagem 07 ). Esses cubos apresentam um perda significativa de peso em relação aos produzidos em alumínio, podendo chegar até 180g.
Confesso que indicaria esse mode de cubo para uso em modalidade mais leves como o XC, XCO ou XCM, modalidades em que os cubos não são expostos a grandes impactos ou torções, como no ENDURO ou DOWNHILL.
Nem sempre tirar um cubo intermediário para colocar um cubo de topo de linha é sinal de perda significativa de peso. Em geral a diferença de peso entre esses dois níveis não é tão significativa.
Os cubos tem um relevância muito maior para os bikers que vai além do peso que é a rolagem e durabilidade.
Vou fazer aqui uma comparação real, que tive no meu cenário.
Comprei uma Scott Spark 730 e essa bike originalmente vem com cubos SHIMANO DEORE ( imagem 01 ) com o sistema de prender os discos de freios center lock, um padrão usado pela shimano. Confesso que assim que sai da loja já disse para mim mesmo, em voz alta, primeiro upgrade dessa bike vão ser os cubos. Como já tinha em casa um par de cubos, os aclamados HOPE PRO II EVO, e não é atoa, para mim seria somente o trabalho de enraiar as rodas novamente. O tempo foi passando e os cubos DEORE foram ficando na bike, e percebi que a rolagem dos cubos é muito boa.
Os cubos shimano usam colar de bilha ( imagem 02 ) que pra mim nunca foi algo muito bom porque a grande desvantagem desse sistema é a manutenção, pois as calhas onde as esferas atuam com o tempo se desgastam e a troca requer uma prensa para tirar e colocar novas calhas de rolagem. Mas olhe um pouco de minha incoerência, usei vários cubos de colar de bilhas, inclusive um par dos famosos parallax ( imagem 03 ) e nunca tive tal problema, mas sei na teoria que isso pode acontecer.
Outro fator é a precisão que precisamos ter para montar o cubo após a revisão. Para estes cubos há um torque preciso, que dificilmente esse ou aquele mecânico conseguirá colocar novamente. Baixo torque vai permitir folga no sistema, um torque exagerado pode aumentar o atrito entre as partes, acelerando o desgaste e prejudicando a rolagem da bike. Ponto negativo a meu ver.
Falando agora dos cubos HOPE ( imagem 04 ), esses cubos trabalham com rolamentos selados. O benefício dos rolamentos são a durabilidade e a facilidade de manutenção. Vale ressaltar que estes modelos de cubo permitem um upgrade muito bacana que é a instalação de rolamentos de cerâmica ( imagem 05 ). Rolamentos de cerâmica possuem maior precisão, maior durabilidade e menor peso. Um desejo antigo que ainda vai se concretizar, pois os preços não são nada amigáveis.
Quanto a facilidade de manutenção, o rolamentos podem ser trocados sem dificuldade pelo seu mecânico de confiança e adquiridos em lojas especializadas ou na internet.
Tendo esses dois cubos em mãos, optei por permanecer os cubos DEORE por um motivo. Quando pesquise o peso dos cubos, ainda não tenho uma balança de precisão para catalogar os pesos, falha minha, mas vamos lá, descobri que a perda de peso com a instalação dos cubos hope seria aproximadamente 100g, o que sabemos que para o esporte pode ser considerado por muitos uma baita diferença, mas pra mim que pedalo de forma recreativa não pesou tanto. Além disso minhas rodas são montadas de fábrica, com a pressão dos raios precisa e totalmente equilibrada, tanto que me impressiono até hoje com a rigidez e durabilidade de meu conjunto de rodas ( aros syncros, cubos deore e raios DT SWISS ). Por isso optei por não alterar. Aquela história, em time que está ganhando não se mexe.
Nos cubos traseiros ainda temos uma terceira parte, os freehub ( imagem 06 ) que é a peça onde o cassete é montado que transfere a força da pedalada para a roda traseira. Não são raros os casos em que esse freehub quebra e o biker fica literalmente a deriva no pedal. Quem já teve o problema sabe a chateação que é. Existem alguns padrões diferentes de freehub, e caso você precise trocar o seu é preciso saber o padrão correto para não ter problemas na instalação ( imagem 07 ). Acredito pessoalmente que não um freehub melhor ou pior, temos pequenas diferenças no peso, são peças que se desgastam e precisam de manutenção e limpeza periódicos para estarem sempre afinados.
Uma novidade que esta aos poucos chegando nas bikes topo de linha, de forma ainda muito tímida devido ao alto custo, são os cubos com chassi em carbono ( imagem 07 ). Esses cubos apresentam um perda significativa de peso em relação aos produzidos em alumínio, podendo chegar até 180g.
Confesso que indicaria esse mode de cubo para uso em modalidade mais leves como o XC, XCO ou XCM, modalidades em que os cubos não são expostos a grandes impactos ou torções, como no ENDURO ou DOWNHILL.
imagem 01
imagem 02
imagem 04
terça-feira, 23 de junho de 2015
Guru Bike Fit System
Muito ainda temos que aprender sobre as opções de Bike Fit disponíveis no Brasil. Para quem não sabe bike fit é um estudo de medidas ergonômicas do ciclista que visa ajustar as medidas da bicicleta de acordo com a anatomia individual de cada um, melhorando sua performance, para os profissionais, ou simplesmente dando ao ciclista o maior conforto possível sobre a bike, evitando também pequenas lesões por má posição. Para a realização desse estudo é preciso que o profissional tenha treinamento adequado, conheça minimamente a fisiologia/biomecânica humana para que os resultados a favor do ciclista possam ser maximizados.
Muita coisa tem se desenvolvido nos últimos anos afim de auxiliar os profissionais desta área, inclusive softwares, que permitem criar uma mapeamento detalhado de cada atleta e assim chegar a um "fit" exclusivo para o mesmo. Hoje é possível encontrar até mesmo aplicativos para smartphones que ajudam, de forma generalizada, é preciso enfatizar, o atleta amador a encontrar sua posição em cima da bike. Eu digo de forma generalizada pois quando o profissional realiza o bike fit ele deve além das medidas ergonômicas do atleta, verificar possíveis limitações de movimento devido alguma lesão anterior e o tipo de trabalho que o atleta realizará em cima da bike. O bike fit de um piloto para o XCO não é necessariamente o mesmo que ele usará no XCM por exemplo.
A GURU FIT SYSTEMS levou isso a um nível altamente profissional, desenvolvendo uma plataforma dinâmica de mapeamento do atleta, permitindo um ajuste perfeito da bicicleta. O sistema consta de um nível de detalhamento muito grande, aumentando o nível de precisão de forma significativa. Basicamente são três passos, primeiro o escaneamento do atleta por um sistema de camera aonde são feitas marcações fundamentais e assim o sistema tem as medidas gerais do atleta. Segundo passo é o ajuste e teste na plataforma dinâmica ( como se fosse um simulador de bicicleta ) que permite o atleta verificar sua posição tanto em subidas ou descidas, pois a plataforma inclina para trás e para frente de forma automática para simular essas situações, sendo nesse momento também monitorado no software a atual configuração usada.Ai que esta o grande diferencial ,o milagre da tecnologia, a "bicicleta" através de sistemas hidráulicos ajusta de forma automática o fit das medidas, tendo como parâmetro de correção o "scan" que é feito enquanto o ciclista pedala através de uma câmera de alta definição e são capitados também potencia de pedalada em cada uma das posições verificando assim em qual posição o atleta emprega mais potência no pedal. Após finalizada as medidas e chegado ao posicionamento ideal o software pode até mesmo indicar um modelo mais adequado para seu corpo com base em mais de 1000 modelos registrados no banco de dados do sistema.
Muita coisa tem se desenvolvido nos últimos anos afim de auxiliar os profissionais desta área, inclusive softwares, que permitem criar uma mapeamento detalhado de cada atleta e assim chegar a um "fit" exclusivo para o mesmo. Hoje é possível encontrar até mesmo aplicativos para smartphones que ajudam, de forma generalizada, é preciso enfatizar, o atleta amador a encontrar sua posição em cima da bike. Eu digo de forma generalizada pois quando o profissional realiza o bike fit ele deve além das medidas ergonômicas do atleta, verificar possíveis limitações de movimento devido alguma lesão anterior e o tipo de trabalho que o atleta realizará em cima da bike. O bike fit de um piloto para o XCO não é necessariamente o mesmo que ele usará no XCM por exemplo.
A GURU FIT SYSTEMS levou isso a um nível altamente profissional, desenvolvendo uma plataforma dinâmica de mapeamento do atleta, permitindo um ajuste perfeito da bicicleta. O sistema consta de um nível de detalhamento muito grande, aumentando o nível de precisão de forma significativa. Basicamente são três passos, primeiro o escaneamento do atleta por um sistema de camera aonde são feitas marcações fundamentais e assim o sistema tem as medidas gerais do atleta. Segundo passo é o ajuste e teste na plataforma dinâmica ( como se fosse um simulador de bicicleta ) que permite o atleta verificar sua posição tanto em subidas ou descidas, pois a plataforma inclina para trás e para frente de forma automática para simular essas situações, sendo nesse momento também monitorado no software a atual configuração usada.Ai que esta o grande diferencial ,o milagre da tecnologia, a "bicicleta" através de sistemas hidráulicos ajusta de forma automática o fit das medidas, tendo como parâmetro de correção o "scan" que é feito enquanto o ciclista pedala através de uma câmera de alta definição e são capitados também potencia de pedalada em cada uma das posições verificando assim em qual posição o atleta emprega mais potência no pedal. Após finalizada as medidas e chegado ao posicionamento ideal o software pode até mesmo indicar um modelo mais adequado para seu corpo com base em mais de 1000 modelos registrados no banco de dados do sistema.
Vale a pena conferir...
http://www.gurucycling.com/wp-content/themes/bones/library/video/GuruFinal.mp4
Dica de manutenção: Suspensões
Todas as suspensões vem com uma recomendação de fábrica para receberem manutenção periódica, geralmente definida por horas de uso, porém vamos concordar que ninguém fica controlando por quantas horas de uso uma suspensão foi usada. Por que então as empresas usam essa unidade de definição? É a forma que eles tem através de testes feitos nas fábricas, para definir as alterações que a suspensão sofre internamente, seja na alteração das propriedades do óleo de amortecimento para as suspensões ar/óleo ou o desgaste de lubrificação e retentores de uma suspensão com o sistema a mola. Eles colocam a suspensão em atividade em máquinas que simulam o funcionamento e mensuram através de medições o ponto em que as alterações ocorridas comprometem o funcionamento do equipamento.
Na sua realidade eu recomendo que a revisão seja feita de 6 em 6 meses por um profissional qualificado e que tenha as ferramentas adequadas para a atividade, além de um bom torquímetro. Nessa revisão ele poderá fazer a troca de óleo, da lubrificação e verificar a necessidade da troca dos retentores e guarda pó de sua suspensão. Se você usa a bike na maioria das vezes em condições amenas ( sem chuva ou muita lama ) esses retentores tem uma vida útil muito boa, tipo mais de 1 ano, agora se o uso é extremo o ideal é que seja trocado a cada 6 meses. Muita gente acha um exagero, mas o papel desses retentores é impedir a entrada de sujeira externa dentro da suspensão. Essa sujeira danifica a superfície de deslize das bengalas e também as buchas de cerâmicas que tem dentro da suspensão que são responsáveis por manter a rigidez do sistema.
Não são raros as vezes em que desmontei uma suspensão e tinha uma quantidade considerável de sujeira no retentores.
Fique atento a manutenção de sua suspensão, é um equipamento caro e que requer cuidado.
Rodas para MTB
Comprar um montada de fábrica ou comprar as peças separadas?
Essa é uma questão que passa pela cabeça de muitos bikers, e inclusive já passou pela minha inúmeras vezes quando desejava fazer upgrade de rodas em minhas bikes.
Sempre achei melhor comprar as peça separadas pois além de ficar mais acessível você pode escolher peças de sua preferência e montar rodas totalmente enquadradas em seu gosto pessoal, com raios de medida específica, aquele cubo anodizado para dar o incremento no visual na bike e etc.
Após alguns anos posso aqui repassar minha opinião para vocês que acompanham a página do MTB-ES no face. Sem dúvida nenhuma para mim as rodas montadas são mais vantajosas, vou explicar o porquê.
Quando você decide montar suas próprias rodas, é preciso que você ou seu mecânico tenha uma prática muito boa, muito boa mesmo, em enraiar e dar a pressão correta nos raios além de possuir um tensionar de raios, que mede a tensão dos raio e permite ao profissional dar o ajuste mais preciso, e digo logo de cara, poucos tem isso na oficina. A grande maioria das vezes as rodas são montadas com foco no alinhamento, porém não há uma especificação da pressão ideal em cada raio para que o sistema tenha a rigidez adequada ( peso e tipo de pedal ao qual a peça sera submetida ) e assim ter a maior durabilidade possível.
Já as rodas de fábrica tem a pressão dos raios padronizado, ou seja, todos os raios são montados com a mesma pressão, e isso faz com que o sistema esteja perfeitamente rígido e tenha seu alinhamento mantido por muito mais tempo.
Já tive duas rodas montadas, uma montada por mecânico e outra enraiada e montada por mim mesmo. Em ambas as rodas de tempos em tempos era preciso que colocasse no gabarito e desse manutenção, por os raios perdiam tensão pois estavam frouxos ou quebravam pois o aperto foi alto demais. Porém as duas rodas de fábrica que tive, nunca precisei fazer qualquer manutenção. A primeira, uma roda DT SWISS X1600 que usei no All Mountain, muita pedra, muito pulo, muita vala, estão lá alinhadíssimas e perfeitas. O segundo par é uma roda montada de fábrica, com cubos deore, raios dt swiss e aros Syncross. Essa roda veio em uma bike destinada para XC/Trail e logo de cara disse pra mim mesmo que elas não suportariam pois eu estava acostumado a exigir bem de rodas destinadas para All Mountain, belo e grato engano, após 9 meses de uso elas continuam alinhadas e perfeitas, sem necessidade de qualquer manutenção.
Como qualquer tema, você vai encontrar pessoas a favor e contra essa minha teoria, fica aqui a minha percepção.
Abaixo assista o vídeo e confira como uma roda é montada na fábrica a entenda você mesmo:
Essa é uma questão que passa pela cabeça de muitos bikers, e inclusive já passou pela minha inúmeras vezes quando desejava fazer upgrade de rodas em minhas bikes.
Sempre achei melhor comprar as peça separadas pois além de ficar mais acessível você pode escolher peças de sua preferência e montar rodas totalmente enquadradas em seu gosto pessoal, com raios de medida específica, aquele cubo anodizado para dar o incremento no visual na bike e etc.
Após alguns anos posso aqui repassar minha opinião para vocês que acompanham a página do MTB-ES no face. Sem dúvida nenhuma para mim as rodas montadas são mais vantajosas, vou explicar o porquê.
Quando você decide montar suas próprias rodas, é preciso que você ou seu mecânico tenha uma prática muito boa, muito boa mesmo, em enraiar e dar a pressão correta nos raios além de possuir um tensionar de raios, que mede a tensão dos raio e permite ao profissional dar o ajuste mais preciso, e digo logo de cara, poucos tem isso na oficina. A grande maioria das vezes as rodas são montadas com foco no alinhamento, porém não há uma especificação da pressão ideal em cada raio para que o sistema tenha a rigidez adequada ( peso e tipo de pedal ao qual a peça sera submetida ) e assim ter a maior durabilidade possível.
Já as rodas de fábrica tem a pressão dos raios padronizado, ou seja, todos os raios são montados com a mesma pressão, e isso faz com que o sistema esteja perfeitamente rígido e tenha seu alinhamento mantido por muito mais tempo.
Já tive duas rodas montadas, uma montada por mecânico e outra enraiada e montada por mim mesmo. Em ambas as rodas de tempos em tempos era preciso que colocasse no gabarito e desse manutenção, por os raios perdiam tensão pois estavam frouxos ou quebravam pois o aperto foi alto demais. Porém as duas rodas de fábrica que tive, nunca precisei fazer qualquer manutenção. A primeira, uma roda DT SWISS X1600 que usei no All Mountain, muita pedra, muito pulo, muita vala, estão lá alinhadíssimas e perfeitas. O segundo par é uma roda montada de fábrica, com cubos deore, raios dt swiss e aros Syncross. Essa roda veio em uma bike destinada para XC/Trail e logo de cara disse pra mim mesmo que elas não suportariam pois eu estava acostumado a exigir bem de rodas destinadas para All Mountain, belo e grato engano, após 9 meses de uso elas continuam alinhadas e perfeitas, sem necessidade de qualquer manutenção.
Como qualquer tema, você vai encontrar pessoas a favor e contra essa minha teoria, fica aqui a minha percepção.
Abaixo assista o vídeo e confira como uma roda é montada na fábrica a entenda você mesmo:
terça-feira, 14 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
Revolução? Nova bike tem shock integrado dentro do seat tube.
Novodade na área, e não é coisa pouca não. A empresa Bold Cycles se destaca no cenário MTB com sua tecnologia IST ( Internal Suspesion Tecnology ). O shock, DT Swiss, é instalado dentro do seat tube e tem seu funcionamento ligado a links desenhados de forma a transmitr a força vetorial diretamente no shock. Dentro algumas vantagens citadas esta a possibilididade de ter quadros de vários tamanhos, já que o shock não tem montagen no top tube. O frenagem não sofre influência quando o sistema de amortecimento esta ativo. O shock fica protegido dentro do seat tube.
É uma bela novidade. Eu pessoalmente achei não só o conceito bem bacana, como também a bike linda.
Att
Rodrigo Castanheira
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